É necessário a instalação do Flash Player para conseguir visualizar correctamente esta página.
Clique aqui para mais informação.

Notícias » Geral

Praia e Paris definem 40 profissões para emigração temporária

Migração circular entre Cabo Verde e UE começa em 2009

Cerca de 40 profissões serão abrangidas no programa de emigração temporária de Cabo Verde para França, no quadro do acordo bilateral sobre a regulação dos fluxos migratórios, disse hoje, na Cidade da Praia, o ministro francês da Imigração.


Eric Besson, que chegou ao fim da tarde para uma visita de menos de 24 horas a Cabo Verde, lembrou que o acordo é o resultado de um outro que definiu os mecanismos de facilitação de vistos para a mobilidade de um grupo específico a ser contemplado no programa de emigração temporária.

Congratulando-se com os resultados, o ministro gaulês da Imigração, Identidade Nacional e Desenvolvimento Solidário reunira-se momentos antes com o chefe de diplomacia cabo-verdiana, José Brito, justamente para definir os termos do acordo assinado em Novembro de 2008 e ratificado na semana passada pelo executivo da Cidade da Praia.

Na declaração final do encontro é referido que ficou também assente a criação de um grupo de trabalho destinado a organizar os circuitos e a seriação de ofertas de emprego emitidas pelas empresas francesas, bem

como os pedidos de emprego formulados pelas autoridades cabo-verdianas.

Outra questão definida foi a continuação da cooperação entre as forças policiais em matéria de luta contra a emigração ilegal, para o que as duas partes decidiram criar uma comissão de seguimento integrado por especialistas dos dois países.

No que concerne ao desenvolvimento solidário, o ministro francês indicou que Paris criou um fundo de 250 mil euros para apoiar as associações cabo-verdianas em França em projectos de cooperação susceptíveis de melhorar as condições de vida dos emigrantes.

«Estamos aqui para ver como executar o acordo assinado em Novembro e devo dizer que será fácil, já que os dois países têm pontos de vista semelhantes contra a imigração clandestina. Isto é o ponto de partida e, depois, vamos ver como gerir a mobilidade populacional, que hoje é inevitável, uma vez que queremos salvaguardar a possibilidade de mobilidade da nossa população”, afirmou.

José Brito advertiu que, apesar de Cabo Verde ser essencialmente um país de emigração, o governo cabo-verdiano defende que os fluxos migratórios devem ser “regulares”.

Por seu lado, Eric Besson disse ter ficado “sensibilizado” pelo facto de Cabo Verde ter defendido “muito claramente” que os dois países devem lutar juntos contra a criminalidade e contra a emergência de certos números de redes de imigração clandestina, “que ganham também muito dinheiro com o tráfico de droga”.

“Vamos pôr de pé um plano comum de segurança. Num domínio menos grave, vamos aumentar a nossa segurança, sobretudo no controlo de documentos, que tem uma ligação evidente entre este tipo de segurança e a facilidade de acesso ao visto”, sublinhou Eric Besson, que, ao fim da tarde, foi recebido pelo presidente cabo-verdiano, Pedro Pires.

Autor: África Today/CB

Fonte: Panapress

Sexta-Feira, dia 02 de Outubro de 2009
« Voltar
Copyright ® Via Oceânica 2008, Todos os direitos reservados